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O que é plicoma?

O plicoma anal refere-se a um excesso de pele que se manifesta na área externa do ânus. Sua ocorrência pode variar em tamanhos, desde cerca de 3 milímetros até plicomas maiores de 3 a 4 centímetros. Além disso, esses excessos de pele podem surgir de forma isolada ou em múltiplos ao redor do ânus.

Em geral, esse fenômeno ocorre em decorrência de uma inflamação na região anal. Tal inflamação pode ser desencadeada por fatores como fissura anal, hemorroidas, procedimentos cirúrgicos na área ou outras condições anais.

Consequentemente, após o processo inflamatório e subsequente cicatrização, a região desinflama, porém, a pele não retorna ao seu estado normal. Isso resulta em uma protrusão no ânus, caracterizada pelo excesso ou sobra de pele flácida, originando assim o plicoma anal.

Quais são os sintomas?

Na maioria das situações, não há presença de dor na área. Portanto, é frequente identificar essa condição durante a limpeza do ânus ou durante atividade sexual. Contudo, em determinadas circunstâncias, esse excesso de pele pode ocasionar coceira e contribuir para a retenção de resíduos fecais.

Isso resulta na percepção de persistência de sensação de sujeira anal mesmo após uma higiene adequada. O plicoma anal é mais prevalente em indivíduos com constipação, mulheres durante ou após a gestação e em pessoas com sobrepeso.

Como se forma o plicoma anal?

Qualquer condição que provoque uma inflamação com inchaço na região anal pode resultar na formação do plicoma anal. Isso ocorre porque, ao resolver esses casos, existe a possibilidade de cicatrizes residuais, dando origem ao plicoma anal. Esse excesso de pele é percebido pelo paciente como uma dobra adicional ou “prega“.

O plicoma anal é uma condição benigna na região anal, sem potencial para evoluir para câncer anal. No entanto, ele causa desconforto estético e perturbações durante a higiene perianal.

Isso se deve ao fato de que o ânus permanece constantemente com resíduos, podendo causar coceira, irritação e assaduras quando não limpo adequadamente. Além disso, são frequentes pequenos sangramentos nas áreas íntimas devido ao atrito constante do plicoma com a roupa íntima do paciente.

Geralmente, o próprio paciente consegue visualizar e sentir o plicoma, uma vez que está localizado externamente ao ânus. No entanto, é fundamental realizar uma consulta com um médico coloproctologista.

Dessa forma, é possível que o paciente passe por uma anuscopia e se descarte outras possíveis causas de doenças na região anal e perianal.

Qual é o tratamento do plicoma anal?

O tratamento é principalmente cirúrgico, não havendo pomada ou medicamento capaz de reverter esse excesso de pele. Se o paciente não apresenta preocupações estéticas ou outros desconfortos relacionados ao plicoma, a retirada não é necessária.

No entanto, é recomendável manter cuidados com a higiene, mesmo nessas situações. Adicionalmente, o médico tranquilizará o paciente quanto à ausência de risco de desenvolvimento de câncer na região anal.

Para aqueles pacientes que optam por remover o plicoma, a boa notícia é que a cirurgia é relativamente simples. Além disso, ela é menos dolorosa quando comparada a procedimentos cirúrgicos para fissuras e hemorroidas.

A cirurgia pode ser realizada com anestesia local e sedação, ou raquianestesia e sedação, com alta no mesmo dia. Não é necessário preparo intestinal, apenas jejum pré-operatório para garantir a segurança da sedação anestésica.

LASER para PLICOMAS ANAIS

A aplicação do LASER diodo ou LASER de CO2 tem o mesmo princípio básico de retirar o excesso de pele ao redor do ânus, eles são configurados para cortar e cauterizar ao mesmo tempo.

São procedimentos relativamente rápidos que podem ser realizados com anestesia local. Temos por recomendação realizar os procedimentos em centro cirúrgico para sedação leve com anestesiologista, para trazer mais segurança e conforto para os pacientes.

Geralmente, após a aplicação do LASER não é necessário dar pontos na região anal, sendo necessário somente quando os plicomas são grandes.

Nesse tipo de cirurgia íntima é importante observar características da pele de cada paciente para trazer o melhor resultado e satisfação do paciente.

Como é a cirurgia?

A técnica cirúrgica é relativamente simples com a retirada da sobra de pele. Porém, quando existem vários plicomas ou a queixa estética é o que realmente incomoda o paciente, deve-se realizar uma pequena plástica anal.

Assim, é preciso fazer a aproximação de bordas e pequenas rotações de retalhos de pele. O procedimento é feito de forma bem minuciosa e com técnica delicada para que fique o mais natural possível.

O sangramento é mínimo e, por tratar-se de uma região pequena e externa ao ânus, a recuperação segue de forma tranquila, sem maiores incômodos. Mas é importante lembrar que, algumas vezes, o plicoma anal é só a ponta do iceberg.

Sendo assim, é preciso tratar o que causou ou está causando a inflamação da região anal. Caso contrário, entraremos novamente no ciclo vicioso: inflamação – inchar –resolução- desinchar- excesso de pele.

Cuidados com o plicoma anal

Existem cuidados básicos para evitar o plicoma anal. Eles incluem alimentação adequada rica em fibras, redução do consumo de ultraprocessados e farináceos e hidratação diária adequada. Tudo isso para manter o hábito intestinal saudável, o que é fundamental para o controle e a prevenção das doenças anais.

Atente-se em procurar um profissional com título de especialista da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

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