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As designações “doenças sexualmente transmissíveis” (DST) e “infecções sexualmente transmissíveis” (IST) são expressões empregadas como sinônimos, porém esta última vem sendo cada vez mais adotada para ressaltar que as infecções podem não causar sintomas de doença ou podem não resultar no desenvolvimento de doença.

É comum que as pessoas que encontram lesões nos órgãos genitais e suspeitam estar com alguma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) procurem o Ginecologista, no caso das mulheres, ou o Urologista, no caso dos homens.

Porém, quando as lesões são no ânus, aconselha-se buscar o auxílio de um médico Coloproctologista. Esta especialidade lida com todos os problemas que afetam o aparelho anorretal (ânus e reto), e também o cólon, e tem expertise para diagnosticar e tratar ISTs que se apresentem nessa região.

Uma grande quantidade de pacientes com IST é totalmente assintomática. Por isso é recomendado testes de rastreio mesmo para quem é assintomático, caso pratique sexo anal.

As doenças sexualmente transmissíveis

Visto que o sexo anal é uma prática comum para muitos homens e mulheres, há incidência frequente de casos nesse sentido.

O aparecimento de verrugas no ânus é o sintoma mais comum de que há algo errado, e que o problema tem ligação com alguma ISTs. Porém sintomas que assemelham a hemorroidas ou fissura anal porem ser causados por ISTs. Saiba mais informações sobre algumas delas:

Herpes

Doença causada por vírus, se manifesta na forma de múltiplas úlceras com vesículas pequenas na borda anal, muito dolorosas, embora nem todos os pacientes tenham esse sintoma. É a causa infecciosa mais comum de inflamação do reto (proctite) , pode causar recidivas.

Sífilis

Desde o início dos anos 2000, tem sido observado um aumento crescente e preocupante dos casos de Sífilis.

Causada por uma bactéria, a Sífilis se manifesta clinicamente por meio de úlcera única (cancro duro), que não é muito doloroso e pode ser pequeno, passando despercebido, normalmente surge entre duas e seis semanas após o contato sexual com uma pessoa contaminada.

Além da úlcera, o paciente pode apresentar proctite (inflamação do reto), que causa dor retal/anal, sangramento, sensação de tenesmo.

O diagnóstico é feito por meio de exames de laboratório (sangue ou swab do ânus) e o tratamento procedido com antibióticos.

Gonorréia

Esta IST é causada também por uma bactéria, e a contaminação se dá por contato direto. Os sintomas são, em geral, dor retal/anal, saída de pus, sangue ou muco nas fezes. O diagnóstico clínico se baseia no histórico do paciente e nos exames laboratoriais. O tratamento da Gonorréia também é realizado com ciclos de antibióticos.

HPV (Condiloma)

A DST viral mais comum na população brasileira é difícil de ser diagnosticada no primeiro momento, pois é possível que ela passe muito tempo, até anos, sem demonstrar sintomas. A manifestação clínica que mais comumente leva um paciente a buscar auxílio de um coloproctologista são as verrugas.

Porém o paciente pode evoluir para o câncer anal sem ter lesões verrucosas externas. Muitas vezes as lesões internas passam despercebidas, ou o paciente associa a sintomas de hemorróida.

O diagnóstico é feito pelo exame físico, por biópsia, e em algumas situações o médico pode recomendar que se faça o exame de Anuscopia de Alta Resolução. O tratamento nem sempre leva a cura total, pois é um vírus difícil de tirar do organismo. Atualmente há companhas de prevenção por meio de vacinas.

Prevenção

A indicação do uso de preservativo em todas as relações sexuais é vista em muitas campanhas, e nunca é demais reforçar que esta é uma das principais formas de se evitar contágio por ISTs. Mas vale lembrar que ela não é efetiva em 100% dos casos. O contágio por HPV e a Herpes, por exemplo, não são evitados com preservativo. Para este caso, a vacina é a melhor prevenção.

Qualquer sintoma de dor, sangramento, úlcera, verrugas ou caroços na região anal, deve ser investigado!!! Nem tudo é hemorroida.

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